Verso Certo ?


Operante Continuísmo Oportunista
Plínio Sgarbi
 
No inicio, com as revelações desse estado de coisas que estamos assistindo, coloquei nos grupos de discussões que tinha ficado perplexo com as caras de surpresa de UNS e, mais perplexos ainda com as caras de OUTRoS e de OUTRaS que disseram que tinham conhecimentos sobre a prática desses esquemas corruptos. PIOR, esses não cumpriram com seus deveres e nem ousaram a usar os aparelhos que estão a disposição para, através de suas "bases", se empenharem numa minuciosa investigação pois esses que dizem ser nossos representantes, tinham o dever de, até mesmo pela sua consciência, querer saber se a moeda dessas transações eram provenientes dos recursos públicos.
Com as denúncias do ex-deputado, o cassado Roberto Jefferson, na época, coloquei que achava não ter sido autentica a cara de espantado e surpreso do Prefeito de São Paulo José Serra. Serra disse que algo assim nunca tinha visto. Até acredito, mas não tão menor foi os esquemas (distribuição de cargos, liberação de emendas, etc.) que levou a reeleição de FHC, com o comando do Serjão. A grande asneira de FHC-PSDB foi substituir a técnica (Pérsio Árida, Gustavo Franco, Bacha) pela política (Sergão) na condução do Plano Real para a reeleição de FHC.
Não tão menos teatral foram os pronunciamentos da Senadora Heloísa Helena que fundou o PSOL com a turma de adoradores de Fidel, com pregações parecidas do PT que já nasceu póstumo por ter se criado sob o signo do socialismo quando a idéia já seguia em franca decadência no restante do planeta e que ainda teimam
oportunisticamente, vender novamente as mesmas esperanças, com os velhos discursos da ignorância de realidades econômicas básicas, chorumelas contra o "neoliberalismo" e jargões decorados tal como: delinqüentes de luxo; elite dominante capitalistas e outros. A Senadora Disse que quando ficou sabendo sobre os tais esquemas denunciados por Jefferson, que não foi surpresa, porque havia um grande balcão de negócios sujos montado por delinqüentes de luxo. Claro que não poderia ser surpresa para a Senadora pois, em 1995, o cientista político César Benjamin, um dos coordenadores da campanha de Lula a Presidência, denunciou que integrantes do partido estavam fazendo captação de recursos ilícitos. Alertou a todos, nada conseguiu e abandonou o partido. E em 1997, o economista Paulo de Tarso Venceslau revelou que integrantes do partido estavam tomando dinheiro de prefeituras administradas pelo PT. Essa denuncia de Venceslau teve grande repercussão e ele terminou expulso do partido. Os que agora dizem ter dedicado os melhores 25 anos de suas vidas ao PT, como avestruzes, enterraram a cabeça na areia para não ver a bandalheira.
Esses esquemas são velhos, as malas que circulam repletas de dinheiro vivo, originado de fontes obscuras e destinos igualmente sombrios, da corrupção impune do tráfico de influência, da ação inescrupulosa de coletas financeiras em promíscuas relações entre interesses públicos e privados, vem de longe, de lá dos idos do governo de João Goulart, em que aparecem, o jornalista Samuel Wainer e o advogado Jorge Serpa, como  principais articuladores do sistema de arrecadação para manobras políticas de Jango.
O pior é que não vemos pelo menos, algo de criativo nesses cênicos palcos.
Nada se cria, tudo se copia e se repete.
Antes, pregavam mudanças e que era preciso varrer com toda aquela corja que estava por lá por 8 anos. Bastava abrir o jornal e lá estava sempre o artigo de um ideólogo ou intelectual fazendo todo o tipo de malabarismo retórico para apresentar o partido PT sob cores favoráveis. Diziam que era preciso e se fazia necessário eleger essa chamada mudança, de que tudo o que já havia testado no poder, o PT era a única solução, faltava-se experimentar uma frente que era contra todos e contra tudo, até os projetos que beneficiavam a sociedade, eram contra. Nada abalava aquela certeza cega que se demonstrava em relação a pureza do PT.
A mudança que se pregava assume e constituiu numa grande farsa e hoje, novamente a pregação do mais do que preciso, que se faz urgente e necessário tirar essa corja que confortavelmente  através do voto do eleitorado, se alojou por lá e colocar de volta aquela corja que por lá esteve durante 8 anos. Até mesmo, caímos no esquecimento e já se começa a clamar o PMDB como importante apoio-aliado. Esse partido que começou e que continua a detonar o país, que apóia e é parte atuante desse governo.


Escrito por ply às 03h49
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continuação:
 
E, no embalo do operante continuísmo, surge um novo produto a ser vendido para a massa de eleitores. Mostra-se bom no discurso da ética e moral, desviando as atenções sobre os recursos reais para fazer frente aos projetos e as políticas necessárias a um bem-estar a esse povo tão sofrido. Um produto que mesmo sendo da área de sua formação, a saúde manteve-se doente e sofre com o descaso do Estado de São Paulo que demora no repasse das minguadas verbas (o Estado de São Paulo deve só para um hospital, o Amaral Carvalho da cidade de Jaú, mais de 10 milhões de reais em repasses). Filas, falta de leitos, equipamentos quebrados e sem as necessárias manutenções, médicos e enfermeiros honram seus aventais e se viram como podem no tratamento da população.
É na Saúde e na Educação, no sistema de ensino a percepção que todo o governante deveria ter na formação do futuro de um país e pela atuação de Alckimim nessas áreas, desqualifico-o como o futuro presidente.
Num país onde não há ideologia e fidelidade partidária, creio que seria ingênuo imaginar que um presidente por mais bem intencionado, conseguirá mudar ou quebrar esse estado de Coisas que a cada dia vem deteriorando o Estado.
Para se chegar lá, são necessárias articulações e coligações e esse cenário de 20 anos de democracia, de costuras mensaleiras a reeleição de FHC a danças das pizzas de absolvições de mensaleiros de agora, já nos mostrou, ou melhor, já nos mostraram como age e reage a nossa chamada representação.
Vejam como votam os interesses do povo e vejam como se protegem uns aos outros. Como conservam seus privilégios e suas impunidades até por crimes comuns.
Prendemos nossas atenções para a escolha do próximo presidente e esquecemos do Câncer que é o Senado, o Congresso e suas metástases.
Com  eleição de A ou B, C ou D, 1ª, 2ª ou 3ª vias, seja quem for o eleito, esse será o administrador dos interesses de apoios "interesseiros".
O Poder seduz. O Poder corrompe. O processo de incorporação dos partidos repartidos e partidos ao sempre continuísmo e oportunismo, não ocorre somente na compra da consciência com cargos públicos, mas, sobretudo, na formação de redes de negócios que se estabelecem entre corporações privadas, cúpulas partidárias e aparelhos de Estado, com a adesão aberta ou dissimulada das lideranças políticas e dos partidos aos interesses dos diversos segmentos do capital. Banqueiros, industriais, ruralistas, gestores de negócios especulativos, empreiteiros, especuladores imobiliários, publicitários, órgãos de comunicação, enfim, os detentores do poder real, com raízes dentro e fora do país, não encontram obstáculos para cooptar grupos inteiros de situação e oposição. A mercantilização do processo eleitoral facilitou, em muito, esse trabalho.
Assim sendo, que condições consciente nós temos para escolher o Candidato "menos pior" que realmente nos representem?
Creio que devemos colocar muito de nosso senso critico para analisarmos todo esse processo do oportunista continuísmo em que vivemos e não sair por ai comprando qualquer produto ou qualquer teoria aos modos do entre os piores, o menos pior.
Talvez até, muito mais importante, seria mirarmos as atenções para esse Sistema Político e Eleitoreiro que é um grande esgoto a céu aberto onde o fedor contamina toda a consciência da Nação.
Na minha opinião, sempre se faz necessário fazer uma triagem do tanto que estamos consumindo, devemos sempre estarmos envolvidos numa tentativa de tradução das continuidades e manobras desse processo enraizado ao eterno oportunista continuísmo.
Já não basta a forma interesseira que tratam o nosso dinheiro e a corrupção gerada na farta colheita das urnas e ainda cooperamos e até contribuímos com a gastança de cada eleição? Nesse esgoto a céu aberto, creio que o eleitor, pouco ou mais esclarecido, é sabedor das conseqüências do voto.  O ato de votar nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo, valerá  apenas para mantermos viva essa piada chamada de nossa representação.
Nunca o Momento foi tão oportuno e seria lamentável perder, deixar passar esse AGORA.
Por mais que os Fatos, atos, ações e o escambau estejam as claras,  tudo... tudo que estão aí e que se apresentam, tá muito mais para Ovo Cozido com Fanta Quente. E haja gazes para poluir a consciência do eleitorado.
Devemos mirar nossas atenções para que, se hoje seria possível e viável uma “revolução” de mudança do ambiente social, político e cultural. Uma revolução que resgatasse valores e instituições, que despertassem a consciência que há muito temos nos distanciados.
Uma revolução que mudasse o nosso ambiente social, político e cultural é hoje tarefa utópica?
PRENDEMOS nossas atenções nos focos dos problemas originados na grande colheita das Urnas Eleitoreiras, que contribuímos e cooperamos para gerá-los com o nosso ato de votar e PERDEMOS nossas atenções no foco das soluções.
E a ÚNICA solução que vejo é uma grande queima do título de eleitor.
Ninguém ainda levou as atenções para a visualização das dimensões que esse ato de verdadeira cidadania pode ou poderia atingir.
Se pelo menos uns 25% da massa de eleitores queimasse o título de eleitor numa fogueira em praça pública, as atenções internacionais, da opinião pública, das forças armadas, dos tais formadores de opinião e principalmente "dos podres poderes" perceberiam então que o POVO finalmente começara a ACORDAR
Atitudes desse tipo é que começaríamos a mexer com o poder.
Seria uma semente plantada na consciência do povo.
Preparar, apontar e FOGO no título de eleitor ou então, continuaremos a sobreviver num estado de carência de movimentos populares. Movimentos que gerassem alguma ação que efetivamente objetivasse a mexer com os tentáculos da eterno interesses e das manobras corruptas dos e daqueles que FORAM, dos que SÃO e dos que ESTÃO, daqueles que não deixaram de SER e daqueles que sempre FORMAM o Poder.
Por tudo que já assistimos e acompanhamos, nunca momento foi tão oportuno para que O Hoje SEJA o Agora.


Escrito por ply às 03h47
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 Filosofia: com ou sem a qual, o mundo permanece igual ?
_Plínio Sgarbi
 
A filosofia de Kant (1724-1804) :
A crítica da Razão Pura, A crítica da Razão Prática e a Crítica do Juízo, trata da questão do belo e do organismo. Essas obras compreende um Tribunal da Razão, que difere da fé e julgadas as pretensões da Razão, legitima ou ilegítima para o conhecimento e o pensar. Daquilo que se apresenta, que afeta mas não se conhece a coisa em si mesmo.
O domínio para pensar e para o conhecimento termina onde termina o limite do conhecimento possível, é o conjunto dos fenômenos, ou seja, o limite da experiência possível.
Esse pensamento determina que o sujeito, através de seu aparato é que terá o objeto de seu conhecimento. Todos os atos da nossa vontade são proporcionais a força das impressões sensíveis que os causam, e a sensibilidade de todo homem é limitada.
A razão para Kant, apesar de limitada é fundamental para o conhecimento. Leva a autonomia do homem, o homem pensando por si mesmo, saindo das amarras, dos preconceitos, das condições estabelecidas, tanto como socialmente, como pela tradição, pelas convenções, pelos conceitos que não deixam pensar livremente, a vontade, ou pela preguiça ou covardia quando o sujeito não quer pensar, deixando que outros pensem ou decidem por ele.
O lema de Kant era:  Ouse a Saber. Rompe com seus grilhões das suas escravidões.
Trouxe Kant para ilustrar um pensamento:
Nós, Eleitores somos sabedores das conseqüências do Voto pois, o ato de votar, nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo, valerá  apenas para mantermos viva essa piada chamada de nossa  representação. O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testa. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes e velhos esquemas tentando convencer ser os melhoristas, com os mesmos velhos discursos, vendendo a fé e esperanças na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto. A Fé-esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas Fé-esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa servidão voluntária.
São nesses casos e fatos, causas e efeitos que conhecemos ou temos uma noção do grau de cultura, ou ignorância de nossos conhecimentos. A emoção sobrepõe sempre a razão.
As más interpretações, as arbitrariedades, os manuseios e as obscuridades das Leis para se fazer Justiça se darão enquanto o texto das leis forem escritos numa linguagem ignorada pelo povo.
O cidadão que não puder julgar por si mesmo as conseqüências que devem ter seus próprios atos sobre a sua liberdade, sobre seus direitos e deveres, sobre seus bens e sobre suas propriedades, ficará na dependência de um pequeno número de homens criadores e interpretes das Leis para se fazer Justiça.
Se chegar nas mãos do povo um texto coloquial das Leis para se fazer e Prevalecer a Justiça e mais homens o lerem, haverá menos choques dos interesses particulares.
Por assim haverá a utilidade para todo o povo e não para alguns particulares e interesses privilegiados.

A razão e a experiência milenar deviam se fazer ver quantas foram e são as tradições humanas que se tornaram mais duvidosas. A medida que um povo se afasta da "razão"  haverá sempre os "movimentos" vitoriosos das paixões.
enfim...
um professor na faculdade, o educador e filósofo Paulo Freire, já falecido, dizia que a Filosofia é a ciência com ou sem a qual, o mundo permanece igual.


Escrito por ply às 02h22
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 Preservação dos Direitos ou Arbitrariedades?
_Plínio Sgarbi
 
Ao longo da crise do "mensalão", o Supremo Tribunal Federal concedeu diversas liminares que interferiram no trabalho das CPIs.
Em setembro de 2005, o presidente do STF, ministro Nelson Jobim, ampliou o prazo de defesa de seis deputados petistas no Conselho de Ética. Em outubro,  proibiu o Conselho de Ética de usar provas conseguidas contra José Dirceu graças à quebra de sigilos.
Em janeiro desse ano, Jobim anulou a quebra de sigilo de Paulo Okamotto, amigo do presidente Lula e acusado de caixa dois no PT.
Em fevereiro, Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, também foi favorecido pelo Supremo. Tudo isso sem contar a avalanche de liminares que impediram quebra de sigilos de fundos de previdência privada.
A generosidade do Supremo com os envolvidos nos escândalos que abalam a república tem gerado atrito entre o Legislativo e o Executivo. 
As tantas liminares e os tantos habeas corpus concedido pelo STF vem desmoralizando totalmente os trabalhos das CPIs. Os tais "salvos conduto" concedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que garantem aos depoentes das CPIs o direito de mentir (licença para mentir) ou de não responder a perguntas que podem incriminá-los, virou rotina nos confusos e atrapalhados trabalhos dessas tantas CPIs. E se não bastasse isso, depois de tanto desmoralizar o Legislativo, o governo Lula partiu em busca do descrédito do Judiciário, na cruzada que tem empreendido contra as instituições republicanas, mandando interromper o depoimento de um caseiro, Francenildo dos Santos Costa, que desmentiu o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que, segundo o humilde trabalhador, era um freqüentador da mansão do lobby e das festas da república de Ribeirão Preto, no Lago Sul, em Brasília.
Para Ricardo Berzoini, presidente do PT, a Comissão vem "extrapolando" a Constituição e o objetivo para o qual foi constituída. "É perigoso para a democracia que tenhamos uma CPI do Senado extrapolando aquilo que é o fato determinado. Qual a relação que tem o depoimento do caseiro com o objeto da CPI dos Bingos?", questionou.
"Evidentemente, é um depoimento que poderia envolver, segundo informações que apuramos, questões pessoais, uma preocupação que qualquer pessoa teria em relação ao limite de uma investigação pública, televisionada, como é a CPI. Temos visto nas investigações muitas vezes informações que deveriam ser tratadas como sigilosas vazando na imprensa de forma intencional, para influenciar no andamento das investigações" .
O que não queremos é ilegalidade. A Polícia Federal e o Ministério Público têm toda condição de investigar esta questão. Uma CPI em ano eleitoral, especialmente pela composição da CPI dos Bingos, é claramente um palco para disputa político-eleitoral. Não há qualquer desejo de evitar a investigação sobre o que diz o caseiro", concluiu.
Nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior pela forma que está sendo conduzida. Muitos que estão lá, politicamente nasceram na luta pelo Direito e liberdade.
Nessas tantas liminares, nos tantos habeas corpus e especialmente nessa CPI dos Bingos, chamada de CPI do fim-do-mundo, criada com o fim exclusivo para Investigar os Bingos.  Na minha leiga e já confusa impressão jurídica, estão se fazendo cumprir, ou preservar os "DIREITOS" ou essas medidas são tão arbitrárias como no tempo dos anos de chumbo?
Entendo que o "Supremo" é guardião da Constituição. Então, que mude a "Constituição", a "Senhora constituinte", como Ulisses Guimarães a chamava.
Não há meios jurídicos mais eficientes para se chegar no Ministro Palocci?
Já está na hora dessas CPIs acabarem como estão, fecharem as cortinas do espetáculo dessas encenações pois a parte interessada (não o público) já está gargalhando com tanta atrapalhadas desses cômicos espetáculos.


Escrito por ply às 02h21
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cont. ...
O povo ainda não caiu na real ou então, acostumou a ser platéia nesses mais de 20 anos de encenações.
São nesses casos e fatos, causas e efeitos que conhecemos ou temos uma noção do grau de cultura, ou ignorância de nossos parlamentares e da opinião pública. A emoção sobrepõe sempre a razão e aí sentimos no ar o cheiro da fumaça das fogueiras das vaidades.
O mais obvio para por um fim a tanta trapalhadas era mudar o regimento das CPIs, elas tinham que ser presididas por um jurista, magistrado, os quais possuem conhecimentos técnicos necessários para conduzir uma CPI.
As más interpretações, as arbitrariedades, os manuseios e as obscuridades das Leis para se fazer Justiça se darão enquanto o texto das leis forem escritos numa linguagem ignorada pelo povo.
O cidadão que não puder julgar por si mesmo as conseqüências que devem ter seus próprios atos sobre a sua liberdade, sobre seus direitos e deveres, sobre seus bens e sobre suas propriedades, ficará na dependência de um pequeno número de homens criadores e interpretes das Leis para se fazer Justiça.
Se chegar nas mãos do povo um texto coloquial das Leis para se fazer e Prevalecer a Justiça e mais homens o lerem, haverá menos choques dos interesses particulares.
Por assim haverá a utilidade para todo o povo e não para alguns particulares e interesses privilegiados.
Os que conhecem a história, podem ter a percepção que a "humanidade", a generosidade, a tolerância, as virtudes nasceram no seio do luxo das injustiças e da apatia ao propósito da boa fé das leis.
A humanidade ainda geme sob o jugo da implacável ambição de um grande número de homens que inundam de interesses e de sangue as leis, e, os ministros do evangelhos ainda oferecem aos olhos do Povo, um Deus de misericórdia e de paz.
A razão e a experiência milenar deviam se fazer ver quantas foram e são as tradições humanas que se tornaram mais duvidosas. A medida que um povo se afasta da "razão"  haverá sempre os "movimentos" vitoriosos das paixões. Esses e outros exemplos representam bem as maneiras de politicagem que nada mais são do que a administração dos tratamentos de favores de uns e outros para todos que vivem da e convivem na prática das intenções premeditadas das gordas colheitas das urnas. E, como disse certa vez  Cesare Beccaria, filosófico-humanitário italiano: "Eis porque tanta gente só vê na sociedade política uma máquina de interesses na qual os hábeis e os mais espertos "manuseiam" as molas aos seus interesses e caprichos. Eis também o que multiplica esses "seres", insensíveis a tudo que é para o bem do povo, que só experimentam sensações calculadas e que, sabem exercitar nos outros os sentimentos mas caros e as "paixões" mais fortes, quando estas são úteis aos seus projetos".
Nesses tantos desvios de atenção, se faz necessário a opinião pública se VOLTAR para a "Lei de Progressão de Penas" para os crimes hediondos que está prestes a ser aprovada na calada da noite.
Alguns juizes já procede a progressão de penas em alguns casos, como no caso de uma mãe, mulher, irmã, namorada que por diversas pressões, leva droga para um detento. Esse delito é considerado tráfico de drogas, então, crime hediondo. O mais grave é que se essa lei for aprovada, os juizes não mais terão vistas aos processos e as "Secretarias de Assuntos Presidiários", única e exclusivamente serÃo as que decidirão sobre o caso.
Nesses meios corruptos e corruptíveis, onde o dinheiro é o deus soberano de todas as coisas, antes de criar a idéia de uma lei como essa, talvez então, necessário seria discutir com mais seriedade a Reforma Penal, em que as penas sejam menores mas que sejam efetivamente cumprida.


Escrito por ply às 02h20
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O hoje é agora.
Plínio Sgarbi
 
Mais de 200 dias de crise desse podre sistema dos parlamentares parlamentando-se e ainda o povo não caiu na real, não pegou que é tudo encenação. Encenaram na armação da lista dos cassados e coincidentemente, a exemplo da farra do orçamento, dezoito nomes apareceram na tal lista e agora, chega a ser cômico as encenações e armações para absolvição desses listados. Também, trágico e cômico os cenários armados dessas tantas CPIs (Conclusões ParaLamentar Incompetência da chamada representação do povo). Mas, a verdade é que de fato, nesse meio não há inocentes, todos são cúmplices.
E, assim convivemos aceitando o sistema: formações de falsos ídolos, idéias; conceitos dos mais diversos inseridos no varejo de frases feitas; e por fim, manipulações de ideais em peças de poder. Nesse campo, sempre haverá platéias para protagonistas formando encenações que levam para um mesmo redundante "continuísmo" da pratica velhaca do oportunismo cada vez mais medíocre.
O povo ainda não caiu na real ou então, acostumou a ser platéia nesses 20 anos de encenações.
Cada dia que passa o país se torna ainda mais um Brasil sem povo.
O Brasil não tem Povo, Tem Público.
Nas próximas eleições, estaremos acompanhando a volta dos mesmos, dos fugitivos renunciantes que farão uso de slogans para atrair os cativos e até novos seguidores. Slogans como:
Bispo Rodrigues, um servo de deus contra a corrupção; Waldemar da Costa Neto, um político com a cara de Brasil; Severino Cavalcanti, toda uma vida contra o jabá.
E por aí vamos convivendo nesse sistema, colocando nossas mentes a disposição de tantas intelectualices e, perdendo o senso critico e de reflexão e, assim, cooperamos e contribuímos para o sempre eterno continuísmo. Continuaremos sobrevivendo num estado de carência de movimentos populares. Movimentos que gerassem alguma ação que efetivamente objetivasse a mexer com os tentáculos da eterna incompetência e das manobras corruptas dos e daqueles que FORAM, dos que SÃO e dos que ESTÃO, daqueles que não deixaram de SER e daqueles que sempre FORMAM o Poder.
Na minha opinião, nós, cidadãos ordeiros e pacatos pagadores de impostos, devemos sempre estarmos envolvidos numa tentativa de tradução das continuidades e manobras desse processo enraizado ao eterno continuísmo e oportunismos dessas frentes que aí estão e sempre aparecem. Os modos e os detalhes das armações e manobras já são e vem moldados desde as convenções partidárias (atentem para as encenações na escolha do candidato do PSDB).
Nossa memória é realmente curta e cada vez mais se envolve nas encenações estrategicamente elaboradas daqueles que guardam dossiês e denuncias para serem atiradas, na hora oportuna, no grande ventilador. A imprensa e outros meios de divulgação, são seduzidos pelas conseqüências de uma intencionalidade de tornar o nível crítico menos complexo para atingir cada cada vez mais pessoas.
Nos meios de comunicação, seria de muito mais relevância se também fossem veiculados os questionamentos e as exigibilidades quanto as verdadeiras e justas punições e ao resgate aos cofres da Nação de tanto e tanto desvios do dinheiro publico, nosso dinheiro.
Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos do poder. Assim, seus detentores não se sentem obrigados a prestar contas e a impunidade, roubalheira e corrupção correm de mãos dadas. E como se dão !!!
São constantes e já está virando modismo as afirmações comodistas de que não se deve generalizar. Que maus homens há em todos os setores, nos ternos, nas batinas, aventais, togas e nas fardas.
Como ter a confiança em saber quem é quem? Os seguidores, os defensores, os admiradores, os bajuladores e principalmente os honestos, bravos e bons PARES desses setores tinham que ter o dever de agir na tentativa da criação de mecanismos, aparelhamentos, instrumentos e promoção da necessária e eficaz limpeza para honrar os seus e principalmente o orgulho dos uniformes daqueles que tombaram, que foram tingidos de vermelho no "heróico" cumprimento de suas ações e deveres e não se conformarem com a proliferação de maus elementos desfilando com iguais uniformes, usando esses e desses para praticar seus atos de bandidagem, infectando toda a sociedade. Felizmente, esses bandidos ainda não são a maioria.
Nesse quadro atual-futuro está muito longe do nascer um SER brasileiro disposto a enfrentar, a tentar mudar esse cenário estado de coisas que a cada dia vem deteriorando o Estado.
E em que tudo já foi encenado, surge como alternativas outros protagonistas representado e encenando o mesmo enredo. Nos discursos desses, não há propostas de se investir na ação de tentar mudar o sistema, de fazer a real e justa diferença para muita gente, para uma boa parte do povo e, levar ao povo um ideal de conduta, de construção e reconstrução desse país.
Nunca se viu ou ouviu de um parlamentar, atitudes de exigências que se acabem com tantos benesses, como: fim do foro privilegiado; fim da impunidade parlamentar; fim dos esquemas e instrumentos oferecidos a escapar de cassação; fim das aposentadorias de oito anos de mandato e de todos os direitos adquiridos conquistados pelos esquemas do legislar em causas próprias, fim das gordas verbas de gabinetes; estabelecer barreiras ao manejo orçamentários e da elevação de seus salários; etc.
De que adianta esses que estão, outros que tiveram ou aqueles que almejam o Poder estarem inscritos em partidos que levam em suas siglas o "D" de democracia, o "S" do social, o "B" de brasileiros, o "T" dos trabalhadores, o "L" da liberdade? Brasileiro Socialmente preocupado, Livre, Democrático e Trabalhador é quem respeita o povo de seu país, de seu Estado e de sua cidade, enxerga suas carências, suas prioridades e procura fazer com que o dinheiro público seja aplicado democraticamente, isto é, com o povo e para o povo.
O processo de incorporação dos partidos repartidos e partidos ao sempre continuísmo e oportunismo, não ocorre somente na compra da consciência com cargos públicos, mas, sobretudo, na formação de redes de negócios que se estabelecem entre corporações privadas, cúpulas partidárias e aparelhos de Estado, com a adesão aberta ou dissimulada das lideranças políticas e dos partidos aos interesses dos diversos segmentos do capital. Banqueiros, industriais, ruralistas, gestores de negócios especulativos, empreiteiros, especuladores imobiliários, publicitários, órgãos de comunicação, enfim, os detentores do poder real, com raízes dentro e fora do país, não encontram obstáculos para cooptar grupos inteiros de situação e oposição. A mercantilização do processo eleitoral facilitou em muito esse trabalho.
A eleição há muito que virou comércio e o voto, mercadoria. O que varia é o preço. Desses eleitos não se pode esperar moralidade, pois, rapidamente seus bens pessoais, assim como os de sua família e de sua corriola, aumentarão.
Se não bastasse isso, tem a tal matemática do bendito coeficiente e aí, aceitamos que ao votar num candidato (como no "meu nome é Enéas) estamos elegendo um outro, da mesma legenda , que nem sequer conhecemos (que depois pode pular para outra legenda) ou um outro que não gostaríamos de ver reeleito de maneira alguma.
Falta ao povo acreditar que tudo pode começar a mudar através do estimulo ao Plantio de Ações ( preparar, apontar, atirar ) sem mais permitir fartas colheitas dos tentáculos desse sempre oportunista continuísmo.


Escrito por ply às 05h43
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cont.
Necessitamos de uma REVOLUÇÃO. 
Uma revolução que resgate valores e instituições, que desperte a consciência que há muito temos nos distanciados.
Se procurarmos novamente um meio de plantio de ações, levando às massas o sentido justo do que é de nosso direito, talvez, comecemos alguma coisa no meio desse tudo.
Há nove meses das Eleições, deveríamos sim, nós, o povo, estarmos envolvidos na elaboração de campanhas através de órgãos de impressa, internet, associações, conselhos profissionais, entidades, igrejas, etc. para um chamamento ao povo para a conscientização desse processo político e, sairmos as ruas conscientes na preparação de ações as quais pudessem resultar em alguma coisa nesse
processo falido. Oras pois! pagamos contribuições sindicais, anuidades de conselhos profissionais, doações para associações de bairros, dízimos em igreja e etc. então, devíamos sim estarmos envolvidos, usando essas entidades como um canal para levarmos a massa uma postura de atitude ao enfrentamento desse caótico estado de coisas que estamos convivendo a cada dia. Devíamos sim, estarmos envolvidos em ações que deveria ser plantada na consciência da massa. Assim, dessas ações, poderia germinar outras ações que nos levassem a crescer nas atitudes do exercício de nossa cidadania, conquistando assim, o respeito que merecemos.
Na forma que é, como está e da forma que continuará, manifestações ilusórias ao ATO de VOTAR (nulo ou válido), da confiabilidade das urnas eletrônicas, são como chover no molhado.
Nós, Eleitores somos sabedores das conseqüências do Voto pois, o ato de votar, nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo, valerá apenas para mantermos viva essa piada chamada de nossa representação. O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos sempre e apenas em nossas testa. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre velhas e novas frentes tentando convencer ser as melhoristas, com os mesmos velhos discursos, vendendo esperanças na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto. A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa servidão voluntária.
Lamentável, a esperança é mais forte que a experiência.
Para que a presença de todos seja respeitada e seja realmente representada, devemos achar um MEIO de plantio de AÇÕES que efetivamente pudessem nos dar a "FORÇA" para um planejamento e construção do nosso tão desejado bem-estar.
Só vamos conquistar alguma coisa quando deixarmos de aceitar e acatar qualquer forma de manipulação, quando deixarmos de ser massa de manobra, quando organizados, soubermos criar e utilizar os mecanismos e os aparelhos necessários para enfrentar esse poder oportunista do sempre continuísmo.
Agora, AGORA... A G O R A é o momento ideal de colocarmos nossa formação crítica tentando despertar em nós novas formas de pensar e agir, que gerassem idéias revolucionárias.
Nós, cidadãos ordeiros pagadores de impostos, acomodados e manipulados eleitores, seremos verdadeiramente representados e respeitados quando o Poder começar a sentir nossas ações.
Gostaria de ver um dia que SER brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um SER habitante de uma terra de ninguém.
Se pelo menos dez porcento dos eleitores de cada cidade queimassem o título de eleitor em praça pública, começaríamos alguma coisa no meio desse tudo caótico.
O Ontem é história, cheia de bons e maus exemplos.
Já se passou a hora do basta.
e...
O hoje é agora, AGORA... A G O R A
O amanhã depende de nós...
Acordarmos com a VONTADE de querer seguir em frente, deixando um rastro de dignidade e coragem.
A coragem não é a ausência do medo.
É a sua presença mais o desejo de seguir em frente sempre lutando.


Escrito por ply às 05h42
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Senhor, trata-me amanhã como tratei os outros hoje
_Plínio Sgarbi
 
Deus, o criador delegou ao homem um direito sobre a "natureza" e, por outra lado, esse Deus exige pouco quanto ao respeito a ordem natural, pois ele mesmo na BÍBLIA, não a respeita.
Nas profecias de Ezequiel, Javé fala ao inspirado e descreve o mais belo cedro do Líbano. Nos galhos dessa árvore pousavam todos os pássaros do Céu, sobe seu abrigo ficavam todos os animais, a sua sombra viviam numerosas nações...
e Deus então abate essa árvore por ela ter crescido além da conta.
Tal é a triste condição do espírito humano, que conhece melhor as revoluções dos corpos celestes do que as verdades que o tocam de perto e que importam em sua felicidade.
As vezes penso que somos uma "massa da mandioca" que fincamos nossos pés ao chão e nos acomodamos com a exarcebada Fé nas esperanças compradas, que dias melhores virão, sem que para isso, não seja necessário reais ações e atitudes do ser humano.
Esse FÉ-natismo representa bem a nossa cegueira, as repetições mastigadas e mal digeridas, as lavagens cerebrais constantes, aceitas é claro, pois quem se preserva, não vende facilmente sua maior preciosidade: o livre arbítrio para fazer boas e necessárias triagens na massa manipuladora de verdades, de crenças, idéias e ideais pré-cozidos.
A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz o populacho se oferecer a uma sempre e certa "servidão voluntária".
As relações que existem entre o homem e deus são relações de dependência, de Escravidão, que os submetem a um Ser perfeito e suposto criador de todas as coisas, a um senhor soberano que somente a si reservou o direito de ser ao mesmo tempo legislador e juiz, somente ele pode ser a um tempo uma e outra coisa.
Atos e pregações religiosas que povoaram o universo de falsas divindades e que inventaram um mundo invisível de espíritos encarregados de governar a Terra. Esses homens audaciosos que ousaram enganar seus semelhantes para servi-los e que arrastaram a ignorância temerosa ao pé dos altares. Apresentando aos homens objetos fora do alcance dos sentidos, forçando a respeitar para se concentrar nesse único fim.
Tais "Atos e pregações" produziram e fizeram dos homens uma multidão de cegos, então, alguns homens sensíveis e contrário a essa escravidão tentaram e alguns ainda tentam levar suas opiniões aos sentidos da razão e tais opiniões os enganadores, profissionais da fé, consideram funestas a essa escravidão.
Alguém (não lembro quem) disse sobre as igrejas que media o nível de ignorância de uma cidade pelo número de suas igrejas em proporção a sua população.
Deus é o caminho, mas tem que pagar o pedágio para padres e pastores.
A hipocrisia e o comércio das igrejas onde se cultua a FÉ individual das orações do CONSEGUIR para TER tem um alto fator contributivo no processo intencional de manipular, modelar e saquear materialmente e intelectualmente a massa.
A grande questão que deu origem a filosofia, a ciência e a religião é uma só:
Por que é que existe alguma coisa e não nada?
De fato essa questão gerou a preocupação humana de tentar explicar porque as coisas existem.
Existe algum sentido para a realidade? Existe algum sentido para a vida? Por que é que existimos?
Ou será que  somos apenas então somente seres que existem e depois falecem?
Por que é que existe alguma coisa e não nada?
Para as respostas a essas perguntas há 3 fontes especulativas: na filosofia, na ciência e na religião.
A religião é uma dessas fontes, não é a única e nem a melhor. Mas, é a mais podero$a, pois a religião, por lidar com coisas que são improváveis, ela tem um ar de mistério muito mais carregado do que a ciência e do que a filosofia.
Tudo aquilo que é improvável ganha um ar de encantamento esplendoroso.
Até hoje, a ciência, a filosofia e a religião tem se mostrado impotentes para demonstrar as razões da existência do universo da consciência humana.
Não são nos princípios conflitantes dos manuais religiosos, filosóficos e científicos que vamos chegar a ter a real percepção que tudo e o fato sim é SABER e TER a "percepção consciente" de quanto há de imbecilidade em nossas mãos, em nossos pensamentos (cheios de egoísmos e vaidades), em nossas mentiras e falsidades, nas aparências exibicionistas do querer ser o que não é,  e em nossas ações e atitudes.

As pessoas raramente analisam as conseqüentes intenções das realidades forjadas. Os crédulos simplesmente aceitam tudo e ridicularizam o exercício do pensamento e do raciocínio.
Será que isso é bom para a raça como um todo?
O exercício do raciocínio questionador serve para evitar que as pessoas se entreguem a todo tipo de pensamento e sejam presas fáceis de qualquer idéia que apareça pela frente. Se houvesse um pouco a pratica desse exercício, a inteligência humana não seria presa fácil a tanto comércio de interesses e
intenções. O ambiente muda o comportamento.
Só vamos conquistar e realizar alguma coisa quando deixarmos de aceitar e acatar qualquer forma de manipulação, quando deixarmos de ser massa de manobra, quando organizados, soubermos criar e utilizar os mecanismos e os aparelhos necessários para enfrentar esses conceitos, essas "verdades" oportunistas.
O Ontem é história, cheia de bons e maus exemplos.
O hoje é agora, e...
O amanhã depende de nós...
Acordarmos com a VONTADE de querer seguir em frente, deixando um rastro de dignidade e coragem.
A coragem não é a ausência do medo.
É a sua presença mais o desejo de enfrentar e seguir em frente.
Todo organismo deve fazer tudo para sobreviver da melhor maneira possível e a maneira pela qual um ser humano sobrevive é usando sua mente para o benefício da sociedade como um todo.
O mundo poderia ser um pouco diferente se as igrejas doutrinassem seus fieis para que, ao se deitarem a noite, dirigissem assim a deus:
"Senhor, trata-me amanhã como tratei os outros hoje".


Escrito por ply às 02h41
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A Luta pelo Direito / Dos Delitos e das Penas

_Plínio Sgarbi


A Luta pelo Direito de Rudolf von Ihering, jurista-filósofo alemão, editado pela primeira vez em 1872, é um livro sobre Política e Direito, onde o homem, mais do que articulador da vida social é o agente que desagrega a opressão, a humilhação e a indignidade. O objetivo do direito é a paz, a luta é o meio de consegui-la. Enquanto o direito tiver de rechaçar o ataque causado pela injustiça, e isso durará enquanto o mundo estiver de pé, ele não será poupado.

A vida do direito é a luta, a luta de povos, de governos, de classes, de indivíduos. Todas as grandes conquistas do Direito, abolição da servidão humana, da liberdade do pensamento, etc, foram alcançadas à custa de combates através dos séculos.
Entre o direito do ser e do dever, analisando a justiça, Rudolf von Ihering usa, de forma ensaísta, uma famosa celeuma jurídica para ilustrar seu pensamento: a libra de carne, tema da peça de Shakespeare, "O Mercador de Veneza".
Lá pela metade do livro, o jurista alemão escreve que em sua consciência, o devedor de uma divida encontra-se na mesma linha do ladrão. Onde a justiça caminha a passos de tartaruga, na minha leiga impressão jurídica, torna-se curioso esse pensamento às vistas do processo da prescrição.
Uma divida financeira, após três ou cinco anos, torna-se prescrita e o devedor terá seu nome limpo e a liberdade para contrair novas divida. Muitos desses devedores são por natureza, caloteiros e mesmo com processos e bloqueios financeiros, sempre arrumam um jeito de praticar as suas lábias-manobras caloteiras, conquistando a confiança de pessoas honestas. Nessa linha que o autor descreve, quem seria o maior ladrão: o devedor-caloteiro, que enche um carrinho de mercadorias em um supermercado e paga a fatura com um cheque sem fundos, ou um desempregado que roubou desse supermercado apenas um pacote de biscoito para alimentar um filho?
Ambos sofrerão conseqüências. O fulano que pagou sua compra com cheque sem fundos sofrerá bloqueios financeiros e depois de alguns anos, terá novamente a liberdade de contrair dividas. Já, o desempregado, que roubou uma caixa de biscoito, sofrerá as conseqüências imediatas, como a prisão e se esse for um infeliz azarado, corre o risco de perder até a sua própria vida, vítima de uma perseguição exibicionista de um segurança ou policial.
Há na sociedade o ladrão que desvia recursos públicos, recursos destinados à saúde, ensino, segurança, habitação, etc. Esse sim o grande bandido, câncer de uma sociedade. 

De políticos de todas as espécies, servidores públicos de qualquer exercício de cargo, civis inseridos em quadrilhas bem aparelhadas e esquemas muito bem organizados, abrigados em entitidades, associações, igrejas, sindicatos ou grupos e amparados por ternos, batinas, aventais, togas e fardas, que desviam recursos, materiais e instrumentos públicos, obtidos através do povo, assaltantes, traficantes, a um simples marginal ladrão de galinha que começa a escalada do crime empunhando uma arma, na minha opinião, são todos bandidos.

O grande entrave para a atuação eficaz da Justiça é a existência de leis casuísticas que protelam ao máximo a apuração e o julgamento desses infratores.

A justiça tarda e não raras vezes, falha.
Como lutar pelo direito de exigir punições e que esses recursos desviados voltem aos cofres públicos?

Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos do poder. Assim, seus detentores não se sentem obrigados a prestar contas e a corrupção e a roubalheira correm soltas.

Muitos desses Bandidos que desviam recursos públicos são adorados pelo povo e, então, o Voto eleitoral passa a ser uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testas. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", sempre surgirão frentes tentando convencer ser as melhoristas, com as mesmas artimanhas e com os mesmos velhos discursos, vendendo esperanças na humanização do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto. A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa "servidão voluntária".
(... eis porque tanta gente só vê na sociedade política uma máquina complicada, na qual os mais hábeis ou os mais poderosos governam as molas ao seu capricho. Eis também o que multiplica esses homens frios, insensíveis a tudo o que encanta as almas ternas, que só experimentam sensações calculadas que, todavia, sabem excitar nos outros os sentimentos mais caros e as paixões mais fortes, quando estas são úteis aos seus projetos... "Dos Delitos e das Penas _ Cesare Beccaria, filosófico-humanitário italiano - 1764).



Escrito por ply às 22h42
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Na fila, esperando a vida
_Plínio Sgarbi
 
Sua vida, na flor da idade, se resumia a idas e vindas dos hospitais, com o passar dos dias, a reação aos tratamentos era menor, seu organismo a cada dia ficava ainda mais debilitado. Quando não estava no hospital, temendo não ser encontrado se porventura o hospital o procurasse, permanecia todo o seu tempo em casa, ao lado do telefone.
Religioso e apesar de crer nos conceitos religiosos sobre a vida depois da morte, ele não se conformava que estava condenado. A onipresente morte a cada dia se fazia mais próxima. Desejava viver, não importando em que condições e se apegou as orações, ora pedindo que a fila andasse motivada por óbitos daqueles que estavam a sua frente, com a doença mais adiantada e organismo muito debilitado para um possível transplante, ora que aparecesse um doador e ele fosse agraciado pela triagem de compatibilidade.
O telefone tocou e uma voz feminina o procurava, tinha quase que a certeza que sua vez finalmente chegara pois, ninguém o tratava assim tão formalmente ao telefone. A voz feminina disse: Senhor, após a triagem de dados, pedimos seu comparecimento ao hospital no prazo máximo de uma hora para podermos submete-lo a testes de compatibilidade do órgão a ser transplantado.
Ele estava como intermediário na fila de espera de um órgão compatível para o transplante que necessitava. Fila da vida, até então para ele, a Fila da Morte. Após 12 horas de testes, os resultados se mostraram positivos e em seguida ele foi encaminhado para a sala de cirurgia, onde passou por mais 12 horas.
Muitas horas depois, ele abriu os olhos para o seu primeiro dia de nova vida. Ainda no leito hospitalar, se recuperando da cirurgia, muitos pensamentos passaram por sua mente. Pela primeira vez em vários anos, sentia a alegria da vida. Riu muito e chorou diante da imensidão do gesto da doação que envolve a mais profunda conexão entre seres humanos. Sentiu-se pequeno por ter se agarrado em orações com pedidos mesquinhos e egoístas.
Hoje, aos 45 anos de idade, vivo, transplantado e com uma qualidade de vida normal, ele é membro-fundador de uma organização não governamental e segue com sua missão de conscientização pela doação de órgãos e dos transplantes e apoio às pessoas em lista de espera, portadoras de transplantes e ou de doenças associadas.
"O transplante é, sem dúvida, a tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes. É, sem dúvida, um procedimento médico com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas".
"Nenhum de nós pode considerar-se livre da possibilidade de precisar de um órgão transplantado, o destino aponta para qualquer um." - João Ubaldo Ribeiro
"Transplante é muito mais do que uma simples cirurgia. É um procedimento que envolve a mais profunda conexão entre seres humanos." - James F. Burdick
Depois da morte, o que deixamos como lembrança é o que fizemos pelos nossos semelhantes. Com certeza, a doação de órgãos é um gesto de grandeza que nunca será esquecido.
Doação de Órgãos - Um Gesto de Amor que Vale a Vida.
click nos links:


Escrito por ply às 22h39
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Ensaio:
Moldura de Democracia
_Plínio Sgarbi

A Democracia é o sistema (regime) de organização social que não tem poder de evolução, ela tanto pode ajudar a prosperar ou arruinar uma nação.
O que se procura na Democracia é que as pessoas vivam num ambiente de maneira democrática, gerando assim, soluções ao aperfeiçoamento dos aparelhos, instrumentos e recursos a aplicação ao bem estar do cidadão.
Um povo sábio e bem informado usa a Democracia como uma ferramenta para se fazer prosperar o país e para se livrar das modelagens dos oportunistas aproveitadores. Mas um povo ingênuo e mal informado, permite que os demagogos e os modeladores controlem essa ferramenta com fins destrutivos na consciência coletiva e ao país.
Em uma sociedade confusa de sua identidade democrática e mal governada, geram fatores nas formas de aplicações dos procedimentos e métodos que descaracterizam todo o conteúdo democrático, causando efeitos danosos, corrupção e violência.
Pode-se dizer que nessas sociedades, o procedimento torna-se mais importante que o valor. O conteúdo estabelece menos importante do que a forma, o que se aposta é na forma e não ao conteúdo, o fundamental seria tendo o conteúdo com o valor de justiça.
Sendo assim, o povo sobrevive numa sociedade rachada, que tem divisões profundas em que se tentam resolver essas divisões numa forma mascarada nos meios, social e político. Os valores são menos importante nos jogos político-sociais, os valores diminuem nessa forma democrática, assim, estabelece que todos os homens valem-se iguais. Certamente que os homens não valem-se iguais. São diferentes entre si, mas no conceito deturpado de forma política democrática, todos os homens, o inteligente ou o menos inteligente, o letrado, o analfabeto, rico ou pobre, todos tem o mesmo peso na questão ao voto.
É por meio desse esquema político democrático que se determina a forma que esses valores são aplicados na cultura, na educação, na segurança, no trabalho, na seguridade, ou seja, os procedimentos que influencia na forma em que são aplicados na consciência da nação, geram graves distorções e inversões de valores.
A Democracia não devia ser um meio e sim, um fim em que os indivíduos vivessem numa sociedade democrática de fato, respeitando verdadeiramente como iguais e livres.
Caberia a forma gerar verdadeiros valores sociais, cultivando o equilíbrio e responsabilidade das ações, constituindo a sociedade organizada, preparada, instruída e mais eficiente para aplicações desses valores, estimulando autocorreções que ajudariam a acelerar o desenvolvimento de uma nação e que aperfeiçoariam o conteúdo democrático.
E assim sendo, aí sim que chegaria a prática do exercício do valor da igualdade, em que todas as diferenças sociais naturais cederiam a favor de uma igualdade política de decisão. E, por outro lado, o valor da liberdade, que significaria que as formas democráticas não poderiam abolir o conteúdo democrático, e a questão que se coloca nesses dois valores é se a maioria do povo pode, através de ações e atitudes, transformar esses valores para o seu bem comum e não somente ao exercício do direito ou na obrigação de votar.
Em síntese, o homem livre não pode estar preso a uma escolha, e sim, tem a liberdade de escolher. O Estado democrático não pode exercer no individuo a obrigatoriedade que se execute o seu direito a escolher.
Na verdade, nessas sociedades, estão ou continuam num período muito confuso de se viver e aí, os indivíduos políticos, representantes do povo, oriundos dessa escolha, acham que são livres para fazer o que quiser. Nota-se que as palavras mais desprezíveis entre a classe política é autoritarismo e autoridade. Não se devia confundir autoritarismo com autoridade, portanto, a sociedade deveria ter autoridade e prática de normas muito impositivas, em que, exigisse da classe política o comportamento ético adequado, onde se limitaria a liberdade de fazer o que bem se entende com os bens e recursos públicos. Quando se acentua a liberdade ao máximo, perde-se o comportamento ético. A forma democrática mais grave que existe é a consciência errada da liberdade absoluta, cultivando ações muito perigosas da liberdade sem limites, gerando crimes e lesando de maneira mais danosa o conteúdo democrático.
Certos pensamentos estão superando a ética e valores. Estabelecendo normas rígidas, muito impositivas e justas, naturalmente se criaria uma personalidade organizada e a sociedade chegaria a exercer o valor da transgressão, derrubando os velhos conceitos, pensamentos e normas inadequadas. Na transgressão, a sociedade abolia certos pensamentos e condutas que estão superados, jogaria fora tudo o que está segmentado, esclerosado, mofado e transgredia, transformando ou criando novos pensamentos na pratica de ações e atitudes, estabelecendo assim, uma nova ética a exercer na forma democrática em beneficio de condutas que seriam transgressivas no presente mas que seriam éticas em curto tempo, atingindo assim um melhor bem estar ao conteúdo democrático.
Não há nada melhor em uma sociedade do que o conceito democrático, porém, a Democracia é muito mais do que administrar conflitos de interesses diversos.



Escrito por ply às 00h53
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O negócio da China - a diferença dos 25 -
_Plínio Sgarbi

Bastava abrir o jornal e lá estava sempre o artigo de um ideólogo petista fazendo todo o tipo de malabarismo retórico para apresentar o partido sob cores favoráveis. Nada abalava aquela certeza cega que se demonstrava em relação a pureza do PT.
O partido chega ao seu jubileu de prata seguindo uma trajetória vitoriosa. Cresceu em termos institucionais, espalhou-se pelo território nacional, se estruturou, se modernizou e hoje está no comando do país. Ao mesmo tempo, foi também por esse percurso que o PT se burocratizou e se descaracterizou, distanciando-se de suas origens, até se tornar um partido entre outros: perdeu ou manteve apenas laços residuais com os movimentos sociais e de massa; viu a sua velha militância ceder espaço a um exército de mercenários nas campanhas; incorporou para si as estratégias de marketing que antes criticava na direita; tornou-se uma máquina eleitoral e passou a acumular escândalos à medida que foi conquistando governos; por fim, abandonou progressivamente suas bandeiras históricas para aderir à ortodoxia econômica liberal e a um discurso reformista de contorno suave e conciliador.
O partido decepou a velha esquerda por oportunismo baixo. Deixou órfãos alguns dos últimos movimentos sociais. Fundado para ser um partido socialista ou operário democrático, ao menos social democrata de fato, em menos de uma década tornou-se um partido do santo operário, aparelhado pelo sindicalismo de carreira, versão esperta do sindicalismo de resultados.
Em 1995, o cientista político César Benjamin, um dos coordenadores da campanha de Lula a Presidência, tomou conhecimento de que integrantes do partido estavam fazendo captação de recursos ilícitos. Alertou a todos, nada conseguiu e abandonou o partido.
Em 1997, o economista Paulo de Tarso Venceslau revelou que integrantes do partido estavam tomando dinheiro de prefeituras administradas pelo PT. Essa denuncia de Venceslau teve grande repercussão e ele terminou expulso do partido.
Em 2002, o prefeito de Santo André, Celso Daniel manda desativar um esquema para recolher dinheiro para o caixa do PT junto a donos de empresas de ônibus. O prefeito foi assassinado.
Em 2003, Fernando Gabeira, deixa o partido afirmando ter "sonhado o sonho errado" no PT.
A pureza ideológica era uma máscara para esconder a corrupção sistemática praticado pelo PT.
A grande filiação desconhecia, mas os partidários fundadores, os intelectuais e os que dizem ter dedicado os melhores 25 anos de suas vidas ao PT, sabiam de tudo e, como avestruzes, enterraram a cabeça na areia para não ver a bandalheira. Pois, esses esquerdistas achavam que os fins (fazer justiça social) justificariam os meios (assaltar a elite e o bolso do contribuinte para conquistar o poder). Os fins só ficou nos meios e jamais será atingido pelos dissidentes e adoradores de Fidel que teimarem oportunisticamente, vender novamente as mesmas esperanças, com os velhos discursos da ignorância de realidades econômicas básicas, chorumelas contra o "neoliberalismo" e jargões decorados do tipo: delinqüentes de luxo; elite dominante capitalistas e outros. Esses, antes de tentarem convencer a sua seita de seguidores, de serem os melhoristas dos velhos discursos, devem aprender as lições de 25 anos da política capitalista chinesa, o "negócio da China", que voou da miséria a riqueza.


Escrito por ply às 00h52
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contiua:
 
Em 1980, partindo de um patamar de miséria, a China conseguiu crescer à média de 9,9% nos anos 80 e 10,3% nos anos 90. A China é doze vezes mais rica hoje do que 25 anos atrás. Sua economia equivale a soma das existentes no Brasil, México e Rússia. A entrada da força chinesa no capitalismo global será uma bomba com potência para produzir efeitos durante pelo menos, cinqüenta anos.
A China iniciou sua modernização em 1980, depois de trinta anos de aplicação de um estilo extremado de comunismo, que tinha chavões marxistas-leministas de uma lado e racionamento de gêneros alimentícios do outro. O trabalho físico era realizado com instrumentos medievais. As árvores eram consideradas simples combustível e os jardins, nada mais do que caprichos burgueses. O comunismo produziu um desastre econômico e ecológico na China.
As lutas de classe foram substituídas pela luta em prol da produção e da produtividade, com clara distinção entre partido e Estado, com redução acentuada na estatização, trocando a crença em slogans ideológicos por incentivos materiais
Combina-se na China uma fórmula de abertura econômica com autoritarismo político. Hoje em dia, no país de 1,3 bilhão de pessoas, o regime só é comunista e igualitário na retórica, estimulando a instalação de uma capitalismo extremado em certas áreas, com atenção especial para a atração de investimento estrangeiros. As autoridades chamam esse modelo de "socialismo com características chinesas".
O fenômeno asiático é de crescimento econômico ultra-rápido com dimensões jamais presenciadas. Na China florescem indústrias de automóveis (o país abriga a terceira maior do mundo), fabricas de produtos eletrônicos (a China, com 350 milhões de assinantes, tem a maior quantidade de celulares no planeta), produtores de peças para o setor aeroespacial, computadores, têxteis, calçados. Um quinto da humanidade estão sendo puxados pelos cabelos para fora da zona de miséria. Os chineses compram em supermercados de padrão ocidental e em shopping centers mais ricos (com as mais admiradas grifes internacionais) e maiores do mundo. Os cineses rodam em automóveis das marcas, Mercedes-Benz, BMW e Audi. Os aeroportos estão lotados de chineses tomando jumbos para viagens internas e na construção civil, elevam-se os mais altos edifícios do mundo, com arrojada arquitetura pós-moderna e restaurantes com culinária das mais sofisticadas e iguarias exóticas, como: serpentes; escorpiões e roedores, herança alimentícia da miséria onde tudo que se movia, se comia. Habitação popular, nas periferias enfileiram-se conjuntos de prédios de quarenta, cinqüenta andares para a massa trabalhadora. A China investe com volúpia na remessa de jovens talentos para doutorados no exterior. Além das redes públicas de ensino, foram abertas 1300 universidades privadas a partir dos anos 90.
O homem que está por trás dessa revolucionária mudança no status econômico da China não é normalmente colocado no panteão dos grandes estadistas do século XX, onde deveria estar. Seu nome é Deng Xiaoping, herói da modernização chinesa. Com pouco mais de 1,50 de altura, aos 92 anos, sem nenhum apreço por ideologias, Deng Xiaoping nunca achou que um regime de liberdade política pudesse manter nos trilhos uma população de mais de 1 bilhão de habitantes.
Mao Tsé-tung morreu em setembro de 1976 e Deng Xiaoping foi devagar limpando o terreno para a aplicação daquilo que era sua idéia de "revolução". A partir de 1980, anunciou reformas das instituições econômicas e políticas da China que levaram o país ao crescimento acelerado. Para as multinacionais que queiram instalar-se na China, o governo reduz os impostos, dá isenções, permite remessa total de lucros para o exterior. A carga tributária é baixa, os juros estão por volta de 5% ao ano e a inflação em torno de 1%.
Hoje, com uma reserva de 700 bilhões de dólares, é a China que financia o gigantesco déficit público americano, comprando títulos dos Estados Unidos.
Passou-se 25 anos, os Sapos daqui, os desbravadores da esperança, prisioneiros de uma ilusão, estão se afogando em seus lodaçais, e lá do outro lado do mundo, os Dragões cresceram muito mais do que se esperava.


Fonte:
Folha de S.Paulo: 09/02/2005
Revista Veja, edição 1920 - ago./2005


Escrito por ply às 02h46
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O BRASIL NÃO TEM POVO TEM PÚBLICO (Frase de Lima Barreto)
_Plínio Sgarbi
 
Encenações perante aos holofotes da mídia:
O Brasil não tem Povo, Tem Público para tantas CPIs (Conclusões ParaLamentar Incompetência da chamada representação do povo).
Gerações: Vivendo e sobrevivendo num estado de carência de movimentos populares.
Movimentos que gerassem alguma ação que efetivamente objetivasse a mexer com os tentáculos da eterna incompetência e das manobras corruptas dos e daqueles que FORAM, dos que SÃO e dos que ESTÃO, daqueles que não deixaram de SER e daqueles que sempre FORMAM o Poder. 
Necessitamos de uma REVOLUÇÃO. 
Uma revolução que resgate valores e instituições, que desperte a consciência que há muito temos nos distanciados.
Se procurarmos novamente um meio de plantio de ações, levando às massas o sentido justo do que é de nosso direito, talvez, comecemos alguma coisa no meio desse tudo.
Nós, Eleitores somos sabedores das conseqüências do Voto pois, o ato de votar, nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo. O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testas. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes e filiais de esquerda ou direita tentando convencer ser as "melhoristas", com os mesmos velhos discursos, vendendo "esperanças" na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto.
A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa "servidão voluntária".
Passou da hora de mandarmos essa piada chamada de nossa representação a se recolherem às suas insignificâncias.
Se as ações não vem de cima, que elas então, venham debaixo, através do povo, e a questão é desde já, levantarmos em uma campanha para juntar lenhas para uma fogueira onde que pudéssemos, nas próximas eleições, jogar o nosso título de eleitor que para nós, nunca serviu para nada, ou melhor, serviu apenas para manter ativa essa "chama" chamada de "nossa representação".
Uma campanha para esclarecer que ao jogar o título de eleitor numa fogueira em praça pública, queremos dizer que o nosso Voto não mais será utilizado por este ou aquele candidato para "arrumar" sua vida e a vida de seus cupinchas. Uma campanha para dizer que não concordamos mais com tanta impunidade, tanta roubalheira, tanta podridão, com tanta CPIs que só dão em pizza e os recursos saqueados nunca voltam aos cofres público.
O sistema eleitoral brasileiro está podre.
A podridão já vem das convenções partidárias e das coligações, onde a corrupta moeda de troca são os cargos públicos, nepotismo e o trafego de influencias.
As campanhas eleitorais tornaram-se muito mais um confronto econômico do que de idéias.
Sabemos muito bem o que acontece: sempre o candidato eleito está muito aquém de nossas expectativas, sempre... Há mais de 20 anos que estamos elegendo essa quadrilha que leva o nome de: A Representação do Povo.
A eleição há muito que virou comércio e o voto, mercadoria. O que varia é o preço. Desses eleitos não se pode esperar moralidade, pois, rapidamente seus bens pessoais, assim como os de sua família e de sua corriola, aumentarão.
Se não bastasse isso, tem a tal matemática do bendito coeficiente e aí, aceitamos que ao votar num candidato estamos elegendo um outro, da mesma legenda, que nem sequer conhecemos (que depois pode pular para outra legenda) ou um outro que não gostaríamos de ver reeleito de maneira alguma.
A corrupção eleitoral não passa da apropriação de cargos e de recursos públicos por parte de oportunistas. Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos do poder. Assim, seus detentores não se sentem obrigados a prestar contas e a corrupção corre solta.
Uma campanha para jogar o título de eleitor em uma fogueira em praça pública, seria uma semente plantada na consciência da massa. Assim, dessa semente, poderiam germinar outras ações que nos levassem a crescer nas atitudes do exercício de nossa cidadania, conquistando assim, o respeito que merecemos.
Falta ao povo acreditar que tudo pode começar a mudar através do estimulo ao Plantio de Ações ( preparar, apontar, atirar ) sem mais permitir fartas colheitas dos tentáculos da corrupção.
Para que a presença de todos seja respeitada e seja realmente representada, devemos achar um MEIO de plantio de AÇÕES que efetivamente pudessem nos dar a "FORÇA" para um planejamento e construção do nosso tão desejado bem-estar.
Só vamos conquistar alguma coisa quando deixarmos de aceitar e acatar qualquer forma de manipulação, quando deixarmos de ser massa de manobra, quando organizados, soubermos criar e utilizar os mecanismos e os aparelhos necessários para enfrentar esse poder oportunista do sempre continuísmo.
Agora, é o momento ideal de colocarmos nossa formação crítica tentando despertar em nós novas formas de pensar e agir, que gerassem idéias revolucionárias.
Nós, cidadãos ordeiros pagadores de impostos, acomodados e manipulados eleitores, seremos verdadeiramente representados e respeitados quando o Poder começar a sentir nossas ações.
Gostaria de ver um dia que SER brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um SER habitante de uma terra de ninguém.
O Ontem é história, cheia de bons e maus exemplos.
O hoje é agora, e...
O amanhã depende de nós...
Acordarmos com a VONTADE de querer seguir em frente, deixando um rastro de dignidade e coragem.
A coragem não é a ausência do medo.
É a sua presença mais o desejo de seguir em frente.


Escrito por ply às 02h42
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Se o voto mudasse alguma coisa, o povo seria proibido de votar
_Plínio Sgarbi _ Jaú.
 
Essa sujeirada-roubalheira toda promovida pela "nossa representação" que há mais de vinte anos estamos cooperando com o nosso voto, creio que, na forma que está e da forma que continuará, manifestações favoráveis e ilusórias da validade do Voto, ao ato de Votar, é como chover no molhado pois, estamos suportando acomodados a cada dia nessa sempre situação, nesse eterno continuísmo.
O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testas. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes tentando convencer ser as "melhoristas", com os mesmos velhos discursos, vendendo "esperanças" na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto.
A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa "servidão voluntária".
Para o bem do Brasil, o fundamental seria estarmos discutindo os problemas que aumentam a cada eleição, os problemas que a cada voto, nos afligem. Esse é o Foco, esse é o Imediato e nesse oceano de manifestações sem ações, não vejo em que podemos achar ou tirar, exigibilidades e cobranças quanto ao desvios de recursos públicos voltem, corrigidos, aos cofres da nação, ou então, pescar soluções e idéias que possam influenciar o individuo brasileiro a evitar que seja a presa de sempre dessa nossa política-sócio e econômico desenvolvida aqui no Real Brasil de todos nós.
Todas as idéias dos homens vêm de fora de algum modo. Da sociedade que o cerca, dos livros que lê, das influencias da sua vida e da influencia de sua própria natureza. Precisamos urgentemente achar um meio de pensamento voltado a massa para que influenciasse o brasileiro a não ser essa pressa fácil desses tantos aproveitadores que a cada dia aparecem a nossa frente.
Só vamos conseguir respeito e representatividade quando o poder começar a sentir nossas ações.
Interessante seria, imaginarmos a repercussão mundial se, a população de apenas um dos mais de 5 mil municípios do Brasil, erguesse uma fogueira em praça pública e, todos os eleitores jogasse o título de eleitor.
Mais sensato seria desde já, nós eleitores, ir juntando lenhas para uma fogueira onde que pudéssemos, nas próximas eleições, jogar o nosso título de eleitor que para nós, nunca serviu para nada, ou melhor, serviu apenas para manter ativa essa "chama" chamada de "nossa representação".
Ação assim é que seria uma grande manifestação de cidadania.
É lamentável, triste e decepcionante perceber que perdemos o espírito revolucionário (ou será que um dia, de fato, nós o tivemos?).
Para que a presença de todos seja respeitada e seja realmente representada, devemos achar um MEIO de plantio de AÇÕES que efetivamente possa nos dar a "FORÇA" para um planejamento e construção do nosso tão desejado bem-estar.
Se procurarmos novamente um meio de plantio de ações, levando às massas o sentido justo do que é de nosso direito, talvez, comecemos alguma coisa no meio desse tudo.
Falta ao povo acreditar que tudo pode começar a mudar através do estimulo ao Plantio de Ações ( preparar, apontar, atirar ) sem mais permitir colheitas de falsos ídolos e ideais.
Mas, o fato é que a letargia do cotidiano, a imposição de nossas necessidades e a ideologia intrínseca em nós, podam, cerceiam e desestimulam nossas idéias revolucionárias.
Agora, seria a hora de colocarmos nossa formação crítica tentando despertar em nós novas formas de pensar e agir, que gerassem idéias revolucionárias.
Nós, cidadãos ordeiros pagadores de impostos, acomodados e manipulados eleitores, seremos verdadeiramente representados e respeitados quando o Poder começar a sentir nossas ações.



Escrito por ply às 02h39
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A desenvoltura política e cultural em 50 anos, misturou-se numa massa de atrapalhadas, escândalos e besteirol.
Em setembro de 2003, produzi um texto em que apliquei uma mistureba nessa massa, onde, no cenário político e cultural, nas letras dos versos, desfilam:
O homem da capa preta, o Deputado Tenório Cavalcanti, que não primava pelo bom senso e exibia um folclore político, aparecendo em público portando uma metralhadora, apelidada de Lurdinha.
O Presidente de 61, Jânio Quadros, que comunicava-se com ministros e assessores por meio de bilhetes até que, alegou que a pressão de forças terríveis obrigaram a renunciar.
A aparente salvação veio como se fosse BHC, um defensivo agricola, a junta militar criou o  bipartidarismo, Arena e MDB. Nomes de animais encadeirados confortavelmente no congresso, assistiam os efeitos e os recados do milagre econômico. Aos satisfeitos, prá frente, aos descontentes, ame-o ou deixe-o.
Sujismundo desfilava pelas ruas numa campanha de limpeza publica, enquanto que o povo coroavam, um Rei Negro, Pelé, que encantava o povo com seus dribles e gols e, outro Rei, de pele branca, Roberto Carlos, que embalava a juventude com o ritmo iê-iê-iê.  Espantando o fome zero da época, o animador Abelardo Barbosa, balançava a pança e distribuía bacalhau para a platéia.
O empobrecimento cultural vem a se manifestar com força total nas guerras de audiência auferidas pelo ibope, produzidas pelas duas maiores redes de televisão, Roberto Marinho e Silvio Santos.
Por fim, conduzidos pelo reinante continuismo, governos democraticos seguem cumprindo as deritrizes do FMI.
Segue o texto.


Toma lá dá cá
Plínio Sgarbi

curral biônico
siglas eram duas
chafurdavam
pinto cordeiro leão
lobo carneiro leitão

beagacê na saúva
a salvação da lavoura
bilhetes de Quadros
com a lurdinha de Tenório
ame-o ou deixe-o prá frente
sambavam no carnaval
e a massa saudavam
a saúde do bacalhau

um rei de pele negra
oferecia as crianças
seu gol marca mil
outro de pele branca
num solo interno varonil
depois que tudo mais
fosse para o inferno
daria ao seu bem
o céu e o seu amor também

Santos Marinho Ibope
olhos no estreito direito
dados braços esquerdos
com a volta do pleito
Efeagacê da Silva
não amargavam
provar o sabor
do elixir de abacaxi
para descascar
as contas do efeemei



Escrito por ply às 02h34
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Os homens são sempre contra a razão quando a razão é contra eles
_Plínio Sgarbi . Jaú.sp.
 
A frase que uso para o título deste é de Napoléon Bonaparte. Tomo-a emprestada para ilustrar os acontecimentos e fatos que na minha ótica, vem gerando confusão e inversão de valores.
Em um país confuso, corrupto e mal governado como o nosso, onde o processo educacional e cultural vem se deteriorando a cada dia, conseqüências de efeitos criam ações e distorções que visam cada vez mais as escusas negociatas de corporativistas oligopólios e associações monopolizadoras de interesseiros lucros.
As exigências culturais são cada vez mais medíocres, mais redundantes e com menor gama de informações em conseqüência de uma intencionalidade de tornar o nível crítico menos complexo para atingir cada vez mais pessoas.
Nossa educação a cidadania é miserável e os métodos de ensino e aparelhamento são ainda mais pobres. O processo educacional a cada ano vem se resumindo a merenda, bolsa auxílio e outras migalhas intencionalmente esmoladas para manter as crianças nos bancos escolares e um baixo mentecapto índice de analfabetização. O principal, a educação que a criança devia receber, será testada mais a frente, quando os jovens tentarão uma vaga a um determinado emprego, e aí, serão vítimas dos efeitos da causa, chamado protelação do problema, pois, a cultura dos educadores entende que se depois, o individuo optar para a marginalização, terá a maioridade penal para responder pelos seus atos.
Idéias assim jogam-se os efeitos para os administradores de problemas criarem leis casuístas, aquelas do tipo de abrir vagas no superlotado sistema carcerário.
Há alguns meses, acompanhamos com grande estardalhaço de publicidade, a criação do Banco do Povo, onde foram disponibilizado 24 MIL para empréstimos com baixos juros aos mais carentes e, outros 26 MIL foram disponibilizados a propaganda e publicidade. Estamos envolvidos numa campanha ao desarmamento da sociedade, onde já foram contabilizados gastos de milhões de reais a gratificação a entrega de armas. Outros 200 MIL serão disponibilizados para a publicidade e realização do tal referendo do Sim ou Não.
O foco em que se deveria debater se perde frente a uma midialização que cada vez mais vem se envolvendo nas encenações estrategicamente elaboradas nos meios dos desvios de atenções.
Se não bastasse a corrupção inerente, o Estado mal governado e deteriorado, ainda se dá ao luxo a esses absurdos gastos, colocando mais e mais dinheiro publico no ralo
Nessa midialização, faltam ações, manifestações e atitudes de exigibilidades para que esses gastos fossem também disponibilizados a um crédito maior para os necessitados e para um melhor aparelhamento as estruturas da segurança publica.
Confiamos e elegemos nossa representação que está ai para que visualizassem nossas carências, nossas prioridades e que procurassem fazer com que o dinheiro público fosse aplicado democraticamente, isto é, com o povo e para o povo.
O desencanto desse "voto" de confiança venceu a esperança deixando a sociedade perplexa, acompanhando uma seqüência aparentemente sem fim de escândalos e eventos mal explicados envolvendo denúncias de mesadas para comprar a fidelidade de deputados da base aliada a custa dos cofres de empresas estatais. Causa perplexidade justamente porque os escândalos foram produzidos pela gula de maus políticos ao dinheiro público. Políticos de  um partido que cobra dizimo de seus filiados e que sempre combateu a corrupção e a improbidade administrativa, e primava pela ética pública.
O sentimento de impunidade de algumas pessoas parecem estar acima da lei e no meio desse mar de lama aparecem malas cheias de dinheiro, resultado de “doações de fiéis”, o dízimo cobrado pela igreja, que seria transportado por um fretamento aéreo.  Usar esse tipo de transporte  fica muito mais caro e oneroso do que usar o sistema bancário para esse fim. No mínimo, esse transporte aéreo é um fato gerador de suspeitas.
Causa tamanha perplexidade as atitudes do PT e da igreja universal, as defesas e justificativas de filiados partidários, os argumentos desenfreados de fieis nas tentativas de se passarem por vítimas, ambos pagadores de dizimo.
Atitudes, defesas e argumentos desses, representam como modelagens as quais estão submetidos. Tanto os filiados do PT como os fiéis da igreja deviam ser os primeiros a exigirem prestações de contas desses dízimos. A se colocar em postura de questionamentos a saber como esse dinheiro é empregado. Pois, nesse sistema mercantil-eleitoral, está claro o tráfico de influencias para manejos de cargos, desvios de recursos de estatais, licitações fraudulentas e serviços superfaturados, também para elaborações de leis de isenção de impostos, que favorecem uns e fere a igualdade de outros, elevando a carga tributária dos então, "desiguais".
Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos de qualquer arrecadação. Assim, os "condutores' não se sentem obrigados a prestar contas e a corrupção corre solta.
Mas, realidade é aquilo no que a maioria acredita. A  verdade não importa pois depende das táticas empregadas no que se proclama.


Escrito por ply às 21h44
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Campanha do Desarmamento
_Plínio Sgarbi . Jaú.sp.            

 
Estamos envolvidos numa campanha ao desarmamento da sociedade, onde já foram contabilizados gastos na ordem de 60 milhões de reais a gratificação a entrega de armas e, outros 200 milhões serão disponibilizados para a publicidade e realização do referendo.
São fracos e até mesmo infantis os argumentos dos idealizadores e dos simpatizantes dessa campanha, favoráveis ao desarmamento da sociedade.
Confesso que tenho queimado a cuca para tentar entender as manobras dessa campanha pois: 
O poder aquisitivo do brasileiro mal dá para fazer frente as suas necessidades básicas, para o que colocar de comer em sua mesa, arma de fogo nunca foi um sonho de consumo comercial. Não é em qualquer esquina de nossas cidades que há lojas especializadas nesse comércio e, nas poucas lojas existentes, localizadas em grandes centros, é exigência de Lei a apresentação do porte de armas para a aquisição de armas e munições. Ordeiros cidadãos para defender-se, como também, bandidos e marginais se abastassem nas chamadas "bocas", onde esses materiais são adquiridos por baixos valores, a partir de 50 reais. No meio desse estado de coisas e com mais essa agressão a capacidade de defesa dos ordeiros cidadãos, esses buscam e buscarão os objetos de defesa nesse comércio paralelo.
O fornecimento ao bom aparelhamento bélico das quadrilhas e do crime organizado vem via importação, do tráfico que furam nossas fronteiras. A manutenção ao funcionamento das lojas especializadas nesse comércio de armas e munições não são gerados nas vendas efetuadas no balcão, e sim, nos lotes comercializados para as empresas especializadas em serviços de segurança privada e também, nas licitações e concorrências da segurança pública dos Estados.
Sem dinheiro, sem um mínimo de bem-estar, sem idéia de justiça, de decência, solidariedade, sem a idéia de liberdade, respeito, sem tudo isso e com a economia devorando o social, fica  muito, muito difícil o cidadão se achar no meio desse tudo que a cada dia vem deteriorando o Estado.
Nessa campanha, apenas consigo imaginar três intenções:
Diante da incapacidade das gestões pública em segurança, essa campanha objetiva desvios de foco e torna-se medida preventiva em caso do cidadão querer fazer justiça pelas próprias mãos ou, em caso de revolta popular, pois é muito mais fácil conter e dominar um povo desarmado. E, a que parece ser a mais provável, retribuições de favores envolvendo os esquemas de publicidade.
Mais de duzentos milhões em publicidade para o referendo!!!
São dinheirama que seria melhor aproveitado e bem utilizados se fossem aplicados na segurança publica.
Nesse mar de escândalos, seria interessante também, se houvessem investigações detalhadas dessa campanha do desarmamento, envolvendo os famosos esquemas de publicidade pois, o Sen. Renan Calheiros_PMDB faz parte da composição de sustentação governista.
Nesse lodaçal, 260 MIL para essa campanha, tem o fedor da corrupção.
Sempre aparecem filiais e frentes do velho continuísmo tentando ser os melhorista dos esquemas, com semelhantes manobras de corrupção que levam para o sempre continuísmo da prática velhaca do oportunismo.
Como toda  farra é custeada com o meu, o seu, o nosso dinheiro, devemos dizer não a toda essa campanha, cobrando e exigindo dos integrantes e idealizadores, esclarecimentos e explicações a respeito desses gastos em publicidade.
Devemos plantar ações que efetivamente possam nos dar a força para:
PREPARAR, APONTAR e ATIRAR, sem mais permitir as fartas colheitas da corrupção.


Escrito por ply às 21h43
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Texto de set.2003 - premonição ?

Moto-perpétuo
Plínio Sgarbi

cassino dos juros
derrubar dois pontos
o time entrou no mesmo jogo
espetáculo não se faz com aposta
respostas ?
uma boa pergunta
um calote assusta
atenção com o apagão
um depósito se ajusta
mandam avisar
que a carta pode chegar

fora zero
a fome quer pão
cirandas, fantasias
pipocas no circo
caem no chão das votações
discursos, demagogias
subsídios das discussões
fornecedores de opiniões
as vendas se encontram
quando se faz compras
condutas, conceitos
manipulações manifestam
valores, contos, cantos
tudo que não satisfaz
sabem deixar para atrás

e o povo vibra
grita com o gol da seleção
o que interessa
é o caminho para o hexa



Escrito por ply às 02h40
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Realidade é aquilo no que a maioria acredita.
A  verdade não importa pois depende das táticas empregadas no que se proclama...

Para bom entendedor, um pingo é pingo.
Se entender letra já entendeu tudo errado.


Escrito por ply às 21h19
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* Stern 
Plínio Sgarbi
 Version für den Deutschen:
*Guilhermina Ferreira de Oliva
 
Ah! wenn ich vom dem Himmel hátte
Ah! se dos céus eu tivesse
das goldenen Licht von dem Tag
a luz dourada do dia
das versilberten Licht von der Nacht
a luz prateada da noite.

Aber, ob mein Name Niemand ist
Mas, sendo o meu nome Ninguém
habe Ich nur meine Träume
só tenho os meus sonhos.
die unter seiner Füsse sind.
Sonhos que estão sob seus pés.

Warum Du in ihnen wanderst?
Por que você caminha neles?

Der Schimmer
der meine Weitblickszeile erleuchtet
O brilho que está iluminando a linha do meu horizonte
Der Schimmer der wie Speise mein Herzchen verschlingt
O brilho alimento que minha alma devora.

Hier denke ich über einen Stern
Fico eu aqui pensando numa Estrela
Ich träume vom und wünsche ihm!
Sonho e a desejo


Escrito por ply às 18h29
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"As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existem alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações"
Daisaku Ikeda
 
"Gestos, atitudes, imagens, ações, sons...
Lente objetiva varrendo os espaços
momentos são capturados pela Percepção do Olhar"
_Plínio Sgarbi
 
"O mais importante acontecimento da vida de um homem é o momento em que se torna consciente do seu eu; as conseqüências disto podem ser as mais benéficas ou as mais terríveis"
Leon Tolstoi

"Não importa se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente"
Mario Quintana

"Deus se existir mesmo, deve ser amor, perdão, alegria, união e bondade.
Caridade! Acho que Deus preferiria que os fies parassem de adora-lo tanto e fossem fazer alguma coisa pelo próximo
"
_Sivane Saboia

"Deus:
Não precisamos procurá-lo, ele está dentro de nós.
Deus para mim é completamente diferente do que  pregam em todas as religiões.
Não a