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Ensaio: Moldura de Democracia _Plínio Sgarbi
A Democracia é o sistema (regime) de organização social que não tem poder de evolução, ela tanto pode ajudar a prosperar ou arruinar uma nação. O que se procura na Democracia é que as pessoas vivam num ambiente de maneira democrática, gerando assim, soluções ao aperfeiçoamento dos aparelhos, instrumentos e recursos a aplicação ao bem estar do cidadão. Um povo sábio e bem informado usa a Democracia como uma ferramenta para se fazer prosperar o país e para se livrar das modelagens dos oportunistas aproveitadores. Mas um povo ingênuo e mal informado, permite que os demagogos e os modeladores controlem essa ferramenta com fins destrutivos na consciência coletiva e ao país. Em uma sociedade confusa de sua identidade democrática e mal governada, geram fatores nas formas de aplicações dos procedimentos e métodos que descaracterizam todo o conteúdo democrático, causando efeitos danosos, corrupção e violência. Pode-se dizer que nessas sociedades, o procedimento torna-se mais importante que o valor. O conteúdo estabelece menos importante do que a forma, o que se aposta é na forma e não ao conteúdo, o fundamental seria tendo o conteúdo com o valor de justiça. Sendo assim, o povo sobrevive numa sociedade rachada, que tem divisões profundas em que se tentam resolver essas divisões numa forma mascarada nos meios, social e político. Os valores são menos importante nos jogos político-sociais, os valores diminuem nessa forma democrática, assim, estabelece que todos os homens valem-se iguais. Certamente que os homens não valem-se iguais. São diferentes entre si, mas no conceito deturpado de forma política democrática, todos os homens, o inteligente ou o menos inteligente, o letrado, o analfabeto, rico ou pobre, todos tem o mesmo peso na questão ao voto. É por meio desse esquema político democrático que se determina a forma que esses valores são aplicados na cultura, na educação, na segurança, no trabalho, na seguridade, ou seja, os procedimentos que influencia na forma em que são aplicados na consciência da nação, geram graves distorções e inversões de valores. A Democracia não devia ser um meio e sim, um fim em que os indivíduos vivessem numa sociedade democrática de fato, respeitando verdadeiramente como iguais e livres. Caberia a forma gerar verdadeiros valores sociais, cultivando o equilíbrio e responsabilidade das ações, constituindo a sociedade organizada, preparada, instruída e mais eficiente para aplicações desses valores, estimulando autocorreções que ajudariam a acelerar o desenvolvimento de uma nação e que aperfeiçoariam o conteúdo democrático. E assim sendo, aí sim que chegaria a prática do exercício do valor da igualdade, em que todas as diferenças sociais naturais cederiam a favor de uma igualdade política de decisão. E, por outro lado, o valor da liberdade, que significaria que as formas democráticas não poderiam abolir o conteúdo democrático, e a questão que se coloca nesses dois valores é se a maioria do povo pode, através de ações e atitudes, transformar esses valores para o seu bem comum e não somente ao exercício do direito ou na obrigação de votar. Em síntese, o homem livre não pode estar preso a uma escolha, e sim, tem a liberdade de escolher. O Estado democrático não pode exercer no individuo a obrigatoriedade que se execute o seu direito a escolher. Na verdade, nessas sociedades, estão ou continuam num período muito confuso de se viver e aí, os indivíduos políticos, representantes do povo, oriundos dessa escolha, acham que são livres para fazer o que quiser. Nota-se que as palavras mais desprezíveis entre a classe política é autoritarismo e autoridade. Não se devia confundir autoritarismo com autoridade, portanto, a sociedade deveria ter autoridade e prática de normas muito impositivas, em que, exigisse da classe política o comportamento ético adequado, onde se limitaria a liberdade de fazer o que bem se entende com os bens e recursos públicos. Quando se acentua a liberdade ao máximo, perde-se o comportamento ético. A forma democrática mais grave que existe é a consciência errada da liberdade absoluta, cultivando ações muito perigosas da liberdade sem limites, gerando crimes e lesando de maneira mais danosa o conteúdo democrático. Certos pensamentos estão superando a ética e valores. Estabelecendo normas rígidas, muito impositivas e justas, naturalmente se criaria uma personalidade organizada e a sociedade chegaria a exercer o valor da transgressão, derrubando os velhos conceitos, pensamentos e normas inadequadas. Na transgressão, a sociedade abolia certos pensamentos e condutas que estão superados, jogaria fora tudo o que está segmentado, esclerosado, mofado e transgredia, transformando ou criando novos pensamentos na pratica de ações e atitudes, estabelecendo assim, uma nova ética a exercer na forma democrática em beneficio de condutas que seriam transgressivas no presente mas que seriam éticas em curto tempo, atingindo assim um melhor bem estar ao conteúdo democrático. Não há nada melhor em uma sociedade do que o conceito democrático, porém, a Democracia é muito mais do que administrar conflitos de interesses diversos.
Escrito por ply às 00h53
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O negócio da China - a diferença dos 25 -
_Plínio Sgarbi
Bastava abrir o jornal e lá estava sempre o artigo de um ideólogo petista fazendo todo o tipo de malabarismo retórico para apresentar o partido sob cores favoráveis. Nada abalava aquela certeza cega que se demonstrava em relação a pureza do PT. O partido chega ao seu jubileu de prata seguindo uma trajetória vitoriosa. Cresceu em termos institucionais, espalhou-se pelo território nacional, se estruturou, se modernizou e hoje está no comando do país. Ao mesmo tempo, foi também por esse percurso que o PT se burocratizou e se descaracterizou, distanciando-se de suas origens, até se tornar um partido entre outros: perdeu ou manteve apenas laços residuais com os movimentos sociais e de massa; viu a sua velha militância ceder espaço a um exército de mercenários nas campanhas; incorporou para si as estratégias de marketing que antes criticava na direita; tornou-se uma máquina eleitoral e passou a acumular escândalos à medida que foi conquistando governos; por fim, abandonou progressivamente suas bandeiras históricas para aderir à ortodoxia econômica liberal e a um discurso reformista de contorno suave e conciliador. O partido decepou a velha esquerda por oportunismo baixo. Deixou órfãos alguns dos últimos movimentos sociais. Fundado para ser um partido socialista ou operário democrático, ao menos social democrata de fato, em menos de uma década tornou-se um partido do santo operário, aparelhado pelo sindicalismo de carreira, versão esperta do sindicalismo de resultados. Em 1995, o cientista político César Benjamin, um dos coordenadores da campanha de Lula a Presidência, tomou conhecimento de que integrantes do partido estavam fazendo captação de recursos ilícitos. Alertou a todos, nada conseguiu e abandonou o partido. Em 1997, o economista Paulo de Tarso Venceslau revelou que integrantes do partido estavam tomando dinheiro de prefeituras administradas pelo PT. Essa denuncia de Venceslau teve grande repercussão e ele terminou expulso do partido. Em 2002, o prefeito de Santo André, Celso Daniel manda desativar um esquema para recolher dinheiro para o caixa do PT junto a donos de empresas de ônibus. O prefeito foi assassinado. Em 2003, Fernando Gabeira, deixa o partido afirmando ter "sonhado o sonho errado" no PT. A pureza ideológica era uma máscara para esconder a corrupção sistemática praticado pelo PT. A grande filiação desconhecia, mas os partidários fundadores, os intelectuais e os que dizem ter dedicado os melhores 25 anos de suas vidas ao PT, sabiam de tudo e, como avestruzes, enterraram a cabeça na areia para não ver a bandalheira. Pois, esses esquerdistas achavam que os fins (fazer justiça social) justificariam os meios (assaltar a elite e o bolso do contribuinte para conquistar o poder). Os fins só ficou nos meios e jamais será atingido pelos dissidentes e adoradores de Fidel que teimarem oportunisticamente, vender novamente as mesmas esperanças, com os velhos discursos da ignorância de realidades econômicas básicas, chorumelas contra o "neoliberalismo" e jargões decorados do tipo: delinqüentes de luxo; elite dominante capitalistas e outros. Esses, antes de tentarem convencer a sua seita de seguidores, de serem os melhoristas dos velhos discursos, devem aprender as lições de 25 anos da política capitalista chinesa, o "negócio da China", que voou da miséria a riqueza.
Escrito por ply às 00h52
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